• Mindfulness ou Atenção Plena

    Psicóloga Priscilla Ferreira

    Como funciona o  mindfulness, ou atenção plena?

    O mindfulness, ou atenção plena, é uma prática amplamente utilizada dentro da Terapia Cognitivo Comportamental (TCC), com eficácia comprovada na redução da ansiedade, do estresse e do estado de alerta constante.

    Mas é importante deixar claro: esse trabalho não é sobre “esvaziar a mente” ou simplesmente sentar e tentar meditar sozinho.

    Na prática clínica, o mindfulness precisa ser ensinado, adaptado e estruturado. E é exatamente assim que eu conduzo esse processo.

    Esse treinamento é especialmente indicado para pessoas que:

    • têm a mente acelerada e dificuldade de desacelerar;
    • já tentaram meditar, mas não conseguiram manter a prática;
    • se sentem agitadas ou desconfortáveis ao tentar “ficar paradas”;
    • acreditam que mindfulness “não funciona” para o seu perfil;
    • querem começar, mas não têm tempo ou não sabem por onde iniciar.

    Para esse perfil, tentar praticar sozinho costuma gerar frustração e reforçar a sensação de “não consigo”.

    Por isso, o trabalho aqui é diferente. O mindfulness é conduzido como um processo estruturado e totalmente personalizado, considerando o seu ritmo, sua rotina e o seu funcionamento mental.

    As sessões têm duração de 50 minutos e funcionam como um acompanhamento próximo, semelhante a uma mentoria.

    Ao longo do processo, você recebe:

    • orientação passo a passo para desenvolver a prática;
    • adaptações conforme suas dificuldades e rotina;
    • metas estruturadas e progressivas;
    • explicações claras sobre como a técnica atua na mente e no corpo;
    • estratégias práticas para aplicar no dia a dia.

    Além das práticas mais conhecidas de atenção plena em silêncio, também trabalhamos com mindfulness ativo e passivo.

    O mindfulness passivo envolve momentos de pausa, respiração e observação, ajudando a desacelerar o sistema nervoso e reduzir o estado de alerta.

    Já o mindfulness ativo é integrado à rotina, em atividades do dia a dia, como caminhar, se alimentar ou realizar tarefas simples com mais presença e consciência.

    Isso torna o processo mais acessível, especialmente para quem tem dificuldade de parar ou manter práticas tradicionais de meditação.

    O foco não é forçar você a se encaixar na técnica. É adaptar a técnica para que ela funcione para você. Com o tempo, você desenvolve:

    • maior consciência dos próprios pensamentos e emoções;
    • capacidade de interromper o piloto automático;
    • redução da reatividade emocional;
    • melhora na regulação do estresse e da ansiedade;
    • mais presença e clareza no dia a dia.

    O objetivo não é “parar de pensar”, mas aprender a se relacionar com a mente de uma forma mais consciente e menos automática.

    O mindfulness pode ser realizado como complemento ao processo terapêutico ou como um cuidado específico para quem deseja desenvolver essa habilidade de forma estruturada.

    Aqui, a prática deixa de ser tentativa e erro. Ela se torna um processo guiado, possível e adaptado à sua realidade.

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